SBTVP - Sociedade Brasileira de Terapia de Vida Passada


VOCÊ É PRISIONEIRO DE SEUS DEFEITOS

Autor: Maria Teodora Guimarães

Admita: Você é um prisioneiro dos seus defeitos

Embora pareça assustador admitir-se um prisioneiro, ter consciência desse fato pode impulsionar o ser para sua libertação verdadeira.
No mundo atual costuma-se creditar a liberdade às inúmeras possibilidades que se apresentam aos chamados vencedores dentro de valores materiais, isto é, àqueles que têm condições de fazer ou dizer o que quiserem. E também a mesma liberdade é atribuída aos que se pautam por atos de rebeldia, dos mais variados tipos. Ou ainda ela pode ser imaginada por aqueles que se acham muito espertos ou iluminados.
O indivíduo sente-se forte e livre, sem perceber que vive de acordo com condicionamentos trazidos de tempos passados ou aprendidos no presente, como, por exemplo, simplesmente vestir-se nas tendências da moda, curtir o que todo mundo curte nas redes sociais ou aclamar os mesmos ídolos; ou de forma mais sofisticada determinar os mesmos objetivos, discutir sobre todas as cores com a condição que no final tudo seja branco ou desejar as mesmas coisas dos demais elementos de sua tribo.

Qual é a sua tribo?

Sim, como sempre foi, a sociedade parece dividir-se em tribos onde se reúnem, mesmo que à distância e movidos apenas por convicções, indivíduos com condicionamentos e, muitas vezes, defeitos parecidos.
Num exemplo dramático, apenas quantitativamente pior que a maioria, aqueles que se reúnem em festas para sexo e drogas, são egoístas, pois não se importam com o sofrimento dos outros, como familiares preocupados e desgastados com sua promiscuidade ou os próprios companheiros, dos quais também abusam.
Estão condicionados ao pensamento imposto pelo grupo de que liberdade nada mais é que o poder de uma atitude rebelde e que a sociedade não passa de um agrupamento retrógrado e idiota.
Não percebem que se aprisionam num pequeno mundo habitado por seres, palpáveis ou não, que os acolhem apenas por partilharem os mesmos defeitos.

Santo ou rebelde

Num olhar mais amplo poderíamos extrapolar para o oposto, para aqueles que precisam desesperadamente se sentirem bons e, por vezes, até dedicando-se com fanatismo à uma religião, onde podem se aprisionar em dogmas impossíveis de serem cumpridos de forma razoável pelo ser humano comum. Ou em sonhos absurdamente impossíveis de serem realizados.
Suas vidas giram em torno de culpas pelas pequenas falhas, colocando-se sob o jugo de outros condicionamentos, como, por exemplo, o de que precisam ser perfeitos. Muitas vezes, todavia, corroídos por uma secreta vaidade que paira sobre sua estranha bondade, pois que, geralmente, buscam reconhecimento de suas ações, se aprisionam entre seus pares, turvados ao verdadeiro sentido da compaixão e amor desinteressado.

Faça sua escolha: prisão ou liberdade

Desta maneira, egoísmo e vaidade, entre tantos outros defeitos, assim como condicionamentos de rebeldia ou de perfeição, também entre muitos outros, impedem o ser de alcançar uma libertação verdadeira. Ao contrário, na medida que o indivíduo se posiciona na vida sem exercer verdadeiramente suas escolhas e também sem se importar em descobrir quem é de fato, se aprisiona ao que sempre foi impedindo a própria evolução e, por consequência, a própria felicidade.
Entre os dois exemplos, numa gama interminável de situações humanas, estamos todos nós.

RESUMO:

– defeito é a maneira que aprendemos a lidar com os problemas da vida, desde sempre, porque em tempos passados, dava certo ser e agir desse jeito.

– condicionamento é a forma de agir e pensar pela cabeça dos outros, por impulso, sem reflexão, sem razão e sem verdade.

– como dizia um antigo sábio, até você agir, você é livre. Depois disso, todavia, o efeito de sua ação, interna ou externa, será de sua responsabilidade e jamais será apagada.

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